domingo, 20 de abril de 2014

Poster de Aves do Pampa já está no ar





Adquira agora o Poster das Aves do Pampa

Por R$ 35,00 + Correio


Os posters são enviados em tubos como Impresso Módico com Registro.
Para utilizar PAC ou SEDEX, por gentileza informe o CEP para cálculo do frete.

Para solicitar seus posters, envie email para: rodadepassarinho@gmail.com

Enviamos para fora do Brasil e aceitamos Paypal


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Classificação taxonômica segue a mais recente publicação do CBRO/2014


Convidados especiais cederam fotos gentilmente. No detalhe Calhandra tres colas Federal, de Alejandro Olmos


Detalhes foram minuciosamente revisados


Gabriela Giovanka e Renato Rizzaro exibem o poster das Aves do Pampa
Estoque de tubos aguardam serem enviados com a coleção completa, pelo Correio
Cá está o nosso escritório, de onde partem os posters para os quatro cantos

Expedição aos Pampas


Com esta bela seleção chegamos ao quarto poster das Aves dos Biomas Brasileiros.

Diferente das Expedições ao Pantanal e à Amazônia, feitas em um só lance com muitos quilômetros percorridos em semanas seguidas, o Pampa aconteceu em etapas, desde 2010, quando contornamos o Uruguay. 

Na ocasião descemos por Passo Fundo, Cruz Alta, Santa Maria, Rosário do Sul até Livramento; atravessamos a fronteira em direção a Tacuarembó, Paysandu e costeamos o Rio Uruguay até Carmelo. Seguimos pelo Rio de La Plata, Colonia Sacramento, Colonia Wilson, Montevideo. Dali, seguimos à Laguna de Rocha, onde conhecemos os guardas-parques Carlos Calimares e Néstor Hugo Leal que nos apresentou o Parque desta Laguna encantada. Deste ponto fomos à Reserva do Taim e dali retornamos à Reserva Rio das Furnas.

Em outra etapa fomos direto para a Lagoa dos Patos e ao Parque Nacional da Lagoa do Peixe, em Tavares, orientados pelo Batista, da Lagoas Expedições.
Finalizando, estivemos em Uruguaiana e no Parque Estadual do Espinilho, na Barra do Quaraí, sob a coordenação de Tatiane Uchôa.

As fotos aconteceram num ritmo cada vez mais acelerado, os dias foram explêndidos e a companhia do casal Gina Bellagamba e Ricardo Oliveira nos levou a fotografar espécies raras e endêmicas da região.
Terminado o circuito de Campo, iniciamos pesquisa, seleção, e tratamento das 77 imagens. Foram seis meses até a primeira prova e conclusão do trabalho.

Paralelamente, Vítor Piacentini fez a revisão científica e os convidados Adrian Rupp, Alejandro Olmos, Gina Bellagamba, Cláudio Vidal, Matias Ternes, Pablo Eguía e Renato Grimm cederam fotos que foram somadas às 67 feitas por Renato Rizzaro.

Além da família, nome científico, popular em Português e Inglês, acrescentamos o nome em Espanhol. A classificação taxonômica segue o CBRO/2014 e os tamanhos das aves, Helmuth Sick.
A SPVS mantém o apoio institucional desde o primeiro. 

Finalmente, recebemos os pacotes de posters com a tradicional qualidade, impecável, e adquirimos tubos com diâmetro maior para enviarmos a coleção pelo Correio.



A g r a d e c i m e n t o s


Elizabete Jaques Riella (Professora da Escola Municipal 22 de Outubro)
Fabiano e Henrique (Guarda-parques do Espinilho)
Graciana Alves Pavanatto (Diretora da Escola Municipal 22 de Outubro)
Havita Rigamonti (Curitiba, PR)
Hellen José Florez Rocha (Chefe do Parque Nacional da Lagoa do Peixe)
Rosangela Carvalho de Lima (Secretária de Educação de Barra do Quaraí)
Tatiane Uchôa (Gestora do Parque Estadual do Espinilho

terça-feira, 8 de abril de 2014

Como uma Narceja vira poster?

Canon 7D - lente 300mm 4.0 + TC 1.6 + ISO 100 + 1/400
Fotografava na Lagoa dos Patos, final de tarde, com boa luz e mantive ISO 100 para ter pouca granulação. Gabriela viu o bicho e me apontou, com o máximo delicadeza para não espanta-lo. Demorei alguns segundos, mas quando vi, nem deu tempo de pensar em aumentar ISO, por exemplo. Foi clicar e vupt! Cadê? Escafedeu-se sem deixar um beijinho sequer.

A Narceja-de-bico-torto (Nycticryphes semicollaris) move-se somente no final do dia, com pouca luz e mimetiza-se completamente na vegetação. Sorte, nessa hora, é ter a melhor companheira ao seu lado.

Mas tem outra coisinha imprescindível, também. É ativar o foco automático somente no dedão (aquele AF-ON atrás da câmera), deixando o meio/disparador para estabilizar e medir a luz. Se não estivesse nesta opção, teria perdido a chapa, pois havia muita vegetação entre a lente e a ave, justamente na direção do olho, onde o foco é critico. Cá entre nós, ficar à mercê do vai-e-vem do AF teria dado vontade de jogar tudo na lagoa, já passei por isso e perdi a melhor foto da minha vida, lá no meio do Pantanal... grrrrrrrrrrr

Em RAW acontecem milagres, creia!

Trabalho só com Photoshop há muitas horas.
Depois de importar a imagem na primeira tela, do tratamento em RAW, de onde ela sai limpa, inicio o os detalhes e o recorte com a ferramenta Pen tool (Paths).

O fundo deve ser eliminado pouco a pouco para destacar a imagem com a ferramenta Pen tool

Destaca-se do fundo e aproxima-se o máximo possível

O fundo sai pouco a pouco

Esta etapa é demorada e deve ser feita com a imagem ampliada em 200% ou mais. Após, descolo a ave do fundo e inicio o tratamento dos detalhes, dando Sharpen (para impressão gráfica deve ser "exagerado"), Burn tool e Dodge tool. Todas as imagens são tratadas em RGB e no tamanho original que sai da câmera. Só depois será ampliada ou reduzida, conforme seu posicionamento no poster.

Com uma borrachinha as imperfeições são retocadas

Chegou o momento de transporta-la até a base do poster, arquivo .PSD - CMYK - 450DPI, com o formato final de impressão (um layer para cada ave, nome, simbolo, fundo, etc, o que dá um arquivo de aprox. 500M). Ainda retiro pequenas imperfeições passando uma borrachinha bem pequena para apagar pequenos defeitos de corte.

O poster está em um arquivo .PSD com 450DPI - CMYK

Previamente, já fizemos uma pesquisa e a posição de cada ave no poster segue no sentido de leitura, baseado na lista mais recente do CBRO (Conselho Brasileiro de Registros Ornitológicos), no caso a de 2014. É certo que há necessidade de adaptações mesmo na sequência, mas varia muito pouco e sempre mantém a família unida.

Depois de posicionadas vem a primeira prova fotográfica do conjunto, para ver como se comporta fora da tela do computador, imprescindível, pois na tela temos somente luz e o nosso trabalho final será em papel.

Analisada a prova fotográfica, voltamos para o computador e novamente vamos aos ajustes finos, de cor, de posicionamento, tamanho, recorte, etc. Enquanto isso, minha companheira e amada Gabriela Giovanka faz a revisão fina dos nomes, traduções, bibliografia...

A Narceja, agora justada delicadamente entre outras aves

Entra em cena nosso querido amigo Vítor Piacentini (doutor em ornitologia da USP) que recebe uma cópia para revisão científica. Ele também é nosso orientador nas expedições e recebe/elabora uma lista prévia onde são escolhidas as espécies a serem buscadas e depois, com outra lista daquelas fotografadas, prosseguimos nosso trabalho seletivo até chegar à final, que pode mudar a qualquer momento, até a hora da impressão, por conta de detalhes necessários do ponto de vista científico, coisas que nos escapam, mas que o Vítor capta no ar!

Trabalho com o bom e velho Macbook Pro 17 tela antireflexo, com 16G de RAM e dois HDs SSD

É hora da prova de prelo!
Equipamentos calibrados com a impressora nos dão a noção exata de como ficará o poster, mas aí ainda há ajustes finíssimos e balanceamento de cores com o monitor, adaptação da cor de fundo, equilibrio de algumas aves em relação a outras, estouro de cores e por aí vão mais alguns dias até a liberação, momento de frio na barriga, porque é a hora de levar até a máquina e dali à laminação, empacotamento, transporte e distribuição.


Eis o poster finalmente pronto, uma delícia... :)