quinta-feira, 23 de abril de 2015

National Geographic Brasil

Casal viaja o Brasil passarinhando e educando

por Zé Edu Camargo em 23 de abril de 2015

Há histórias tão ricas e vívidas que parecem ficção, enredo de filme, poesia – tudo junto e misturado. A trajetória do casal Renato Rizzaro e Gabriela Giovanka é assim. Com garra e ralação, transformaram uma área em RPPN, na Mata Atlântica de Santa Catarina: a Reserva Rio das Furnas. Até que, em 2010, o sonho escorreu pelas encostas do morro – a área da reserva foi atingida por um deslizamento causado pelas chuvas. Desalojados por um tempo, eles resolveram colocar o pé na estrada. E daí nasceu o primeiro projeto de educação ambiental – de lá para cá já foram 34 mil quilômetros (quase uma volta ao mundo) pelas estradas do Brasil. Nas paradas, eles organizam a Roda de Passarinho, que ensina observação de aves às crianças de um modo muito divertido. E as viagens também já renderam cinco pôsteres sobre a avifauna dos nossos biomas – Mata Atlântica, PampaAmazôniaPantanal e Cerrado. Para produzir este último eles visitaram lugares tão incríveis como a Chapada dos Veadeiros e a Serra da Canastra. Os deliciosos relatos de viagem renderam um blog, onde você também pode comprar os pôsteres – o dinheiro ajuda na divulgação da observação de aves, na conservação da Mata Atlântica (a reserva já está se regenerando após o acidente) e nos projetos futuros de viagem dos dois. A próxima aventura, aliás, começa ainda em 2015 – desta vez eles vão visitar a Caatinga, fechando assim a série dos biomas.

Leia o link direto, clicando aqui

domingo, 20 de abril de 2014

Poster de Aves do Pampa já está no ar





Adquira agora o Poster das Aves do Pampa

Por R$ 35,00 + Correio


Os posters são enviados em tubos como Impresso Módico com Registro.
Para utilizar PAC ou SEDEX, por gentileza informe o CEP para cálculo do frete.

Para solicitar seus posters, envie email para: rodadepassarinho@gmail.com

Enviamos para fora do Brasil e aceitamos Paypal


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Classificação taxonômica segue a mais recente publicação do CBRO/2014


Convidados especiais cederam fotos gentilmente. No detalhe Calhandra tres colas Federal, de Alejandro Olmos


Detalhes foram minuciosamente revisados


Gabriela Giovanka e Renato Rizzaro exibem o poster das Aves do Pampa
Estoque de tubos aguardam serem enviados com a coleção completa, pelo Correio
Cá está o nosso escritório, de onde partem os posters para os quatro cantos

Expedição aos Pampas


Com esta bela seleção chegamos ao quarto poster das Aves dos Biomas Brasileiros.

Diferente das Expedições ao Pantanal e à Amazônia, feitas em um só lance com muitos quilômetros percorridos em semanas seguidas, o Pampa aconteceu em etapas, desde 2010, quando contornamos o Uruguay. 

Na ocasião descemos por Passo Fundo, Cruz Alta, Santa Maria, Rosário do Sul até Livramento; atravessamos a fronteira em direção a Tacuarembó, Paysandu e costeamos o Rio Uruguay até Carmelo. Seguimos pelo Rio de La Plata, Colonia Sacramento, Colonia Wilson, Montevideo. Dali, seguimos à Laguna de Rocha, onde conhecemos os guardas-parques Carlos Calimares e Néstor Hugo Leal que nos apresentou o Parque desta Laguna encantada. Deste ponto fomos à Reserva do Taim e dali retornamos à Reserva Rio das Furnas.

Em outra etapa fomos direto para a Lagoa dos Patos e ao Parque Nacional da Lagoa do Peixe, em Tavares, orientados pelo Batista, da Lagoas Expedições.
Finalizando, estivemos em Uruguaiana e no Parque Estadual do Espinilho, na Barra do Quaraí, sob a coordenação de Tatiane Uchôa.

As fotos aconteceram num ritmo cada vez mais acelerado, os dias foram explêndidos e a companhia do casal Gina Bellagamba e Ricardo Oliveira nos levou a fotografar espécies raras e endêmicas da região.
Terminado o circuito de Campo, iniciamos pesquisa, seleção, e tratamento das 77 imagens. Foram seis meses até a primeira prova e conclusão do trabalho.

Paralelamente, Vítor Piacentini fez a revisão científica e os convidados Adrian Rupp, Alejandro Olmos, Gina Bellagamba, Cláudio Vidal, Matias Ternes, Pablo Eguía e Renato Grimm cederam fotos que foram somadas às 67 feitas por Renato Rizzaro.

Além da família, nome científico, popular em Português e Inglês, acrescentamos o nome em Espanhol. A classificação taxonômica segue o CBRO/2014 e os tamanhos das aves, Helmuth Sick.
A SPVS mantém o apoio institucional desde o primeiro. 

Finalmente, recebemos os pacotes de posters com a tradicional qualidade, impecável, e adquirimos tubos com diâmetro maior para enviarmos a coleção pelo Correio.



A g r a d e c i m e n t o s


Elizabete Jaques Riella (Professora da Escola Municipal 22 de Outubro)
Fabiano e Henrique (Guarda-parques do Espinilho)
Graciana Alves Pavanatto (Diretora da Escola Municipal 22 de Outubro)
Havita Rigamonti (Curitiba, PR)
Hellen José Florez Rocha (Chefe do Parque Nacional da Lagoa do Peixe)
Rosangela Carvalho de Lima (Secretária de Educação de Barra do Quaraí)
Tatiane Uchôa (Gestora do Parque Estadual do Espinilho

terça-feira, 8 de abril de 2014

Como uma Narceja vira poster?

Canon 7D - lente 300mm 4.0 + TC 1.6 + ISO 100 + 1/400
Fotografava na Lagoa dos Patos, final de tarde, com boa luz e mantive ISO 100 para ter pouca granulação. Gabriela viu o bicho e me apontou, com o máximo delicadeza para não espanta-lo. Demorei alguns segundos, mas quando vi, nem deu tempo de pensar em aumentar ISO, por exemplo. Foi clicar e vupt! Cadê? Escafedeu-se sem deixar um beijinho sequer.

A Narceja-de-bico-torto (Nycticryphes semicollaris) move-se somente no final do dia, com pouca luz e mimetiza-se completamente na vegetação. Sorte, nessa hora, é ter a melhor companheira ao seu lado.

Mas tem outra coisinha imprescindível, também. É ativar o foco automático somente no dedão (aquele AF-ON atrás da câmera), deixando o meio/disparador para estabilizar e medir a luz. Se não estivesse nesta opção, teria perdido a chapa, pois havia muita vegetação entre a lente e a ave, justamente na direção do olho, onde o foco é critico. Cá entre nós, ficar à mercê do vai-e-vem do AF teria dado vontade de jogar tudo na lagoa, já passei por isso e perdi a melhor foto da minha vida, lá no meio do Pantanal... grrrrrrrrrrr

Em RAW acontecem milagres, creia!

Trabalho só com Photoshop há muitas horas.
Depois de importar a imagem na primeira tela, do tratamento em RAW, de onde ela sai limpa, inicio o os detalhes e o recorte com a ferramenta Pen tool (Paths).

O fundo deve ser eliminado pouco a pouco para destacar a imagem com a ferramenta Pen tool

Destaca-se do fundo e aproxima-se o máximo possível

O fundo sai pouco a pouco

Esta etapa é demorada e deve ser feita com a imagem ampliada em 200% ou mais. Após, descolo a ave do fundo e inicio o tratamento dos detalhes, dando Sharpen (para impressão gráfica deve ser "exagerado"), Burn tool e Dodge tool. Todas as imagens são tratadas em RGB e no tamanho original que sai da câmera. Só depois será ampliada ou reduzida, conforme seu posicionamento no poster.

Com uma borrachinha as imperfeições são retocadas

Chegou o momento de transporta-la até a base do poster, arquivo .PSD - CMYK - 450DPI, com o formato final de impressão (um layer para cada ave, nome, simbolo, fundo, etc, o que dá um arquivo de aprox. 500M). Ainda retiro pequenas imperfeições passando uma borrachinha bem pequena para apagar pequenos defeitos de corte.

O poster está em um arquivo .PSD com 450DPI - CMYK

Previamente, já fizemos uma pesquisa e a posição de cada ave no poster segue no sentido de leitura, baseado na lista mais recente do CBRO (Conselho Brasileiro de Registros Ornitológicos), no caso a de 2014. É certo que há necessidade de adaptações mesmo na sequência, mas varia muito pouco e sempre mantém a família unida.

Depois de posicionadas vem a primeira prova fotográfica do conjunto, para ver como se comporta fora da tela do computador, imprescindível, pois na tela temos somente luz e o nosso trabalho final será em papel.

Analisada a prova fotográfica, voltamos para o computador e novamente vamos aos ajustes finos, de cor, de posicionamento, tamanho, recorte, etc. Enquanto isso, minha companheira e amada Gabriela Giovanka faz a revisão fina dos nomes, traduções, bibliografia...

A Narceja, agora justada delicadamente entre outras aves

Entra em cena nosso querido amigo Vítor Piacentini (doutor em ornitologia da USP) que recebe uma cópia para revisão científica. Ele também é nosso orientador nas expedições e recebe/elabora uma lista prévia onde são escolhidas as espécies a serem buscadas e depois, com outra lista daquelas fotografadas, prosseguimos nosso trabalho seletivo até chegar à final, que pode mudar a qualquer momento, até a hora da impressão, por conta de detalhes necessários do ponto de vista científico, coisas que nos escapam, mas que o Vítor capta no ar!

Trabalho com o bom e velho Macbook Pro 17 tela antireflexo, com 16G de RAM e dois HDs SSD

É hora da prova de prelo!
Equipamentos calibrados com a impressora nos dão a noção exata de como ficará o poster, mas aí ainda há ajustes finíssimos e balanceamento de cores com o monitor, adaptação da cor de fundo, equilibrio de algumas aves em relação a outras, estouro de cores e por aí vão mais alguns dias até a liberação, momento de frio na barriga, porque é a hora de levar até a máquina e dali à laminação, empacotamento, transporte e distribuição.


Eis o poster finalmente pronto, uma delícia... :)







domingo, 16 de março de 2014

Viveu nos Pampas a maior ave voadora que já existiu sobre a Terra!

3,5 metros com envergadura: 5,8 a 8m e altura entre 1,7 a 2 metros. Pesava entre 60 a 110 kg


Argentavis magnificens foi uma ave de rapina extinta da família Teratornithidae que viveu na América do Sul no Mioceno.

Nomeada como a maior ave que já voou, tinha grande dificuldade de alçar vôo devido sua musculatura incompatível com seu tamanho e provavelmente decolava correndo em declive. Com grande desempenho de planeio, ela aproveitava termais e ventos ascendentes comuns nos Andes para se manter no ar. Estima-se que dessa maneira a espécie podia percorrer até 300 km por dia.

Fonte: http://www.mnn.com/earth-matters/animals/photos/10-of-the-biggest-animals-to-roam-the-planet/argentavis

O texto abaixo foi compilado do livro HBW, Volume 12, pp 26:

Raptorial birds have evolved several times throughout the fossil record, both within the toothed birds (e.g. Boluochia of the Enantiornithes) and within modern birds. The most obvious of these latter groups are the so-called 'raptors', currently within the order Falconiformes. However, this grouping is artificial, forcing together two groups of birds of very different origins. That of the Accipitridae and their relatives is still ambiguous. In the case of the Cathartidae, both molecular and morphological work point to an ancestry shared with the storks (Ciconiidae), rather than fa1coniform raptors. The oldest fossil in the group, that of the small Diatropornis ellioti, comes not from the Americas, but from the Quercy Fissure deposits of France, and is Late Eocene to Early Oligocene in age (Cracraft & Vickers-Rich 1972, Mourer-Chauvin 2002). Two other species come from early in the history of the Cathartidae: one, Phasmagyps patritus, originates from the Early Oligocene of Colorado, and therefore comes from within the range of modern species. The other, Oligocathartes olsoni, is from the Lower Oligocene of England. However, Mayr (2005a) regards the latter as too fragmentary to be identifiable and perhaps this species should be removed from the Cathartidae. Although the origins of the family may not have been in the New World, or, at least, their origins may have been shared with Europe (as seems to be the case with many groups), the majority of species are from the Americas. Hadrogyps aigialeus represents a small stocky 'condor' from the Middle Miocene of California and was probably a coastal species (Emslie 1988), while the next 'large condor' is the Late Miocene/Early Pliocene Perugyps diazi, from the Pisco formation of Peru. Together, this suggests that condors evolved in North America and spread to South America by the Late Miocene (Stucchi & Emslie 2005). Cathartid vultures were at their most diverse in the Pleistocene, when several species of condor existed in North America. The formerly widespread Gymnogyps cafifornianus, which we call the 'California Condor', had a range that stretched throughout the USA in the Late Pleistocene, but its range contracted with the progressive extinction of the North American megafauna (Steadman & Miller 1987). Another species, G. kofordi, was described from the Early Pleistocene of Florida, while a larger form of the modern species, G. cafifornianus amplus, was exumed from the La Brea tar pits, California. In addition, a closely related condor, G. varonai, was found in Late Pleistocene deposits of Cuba. Alongside the Cathartidae in the Americas was another vulture-like group, the teratorns (Teratornithidae). Three of the four species were North American, the exception being Argentavis magnificens, whose fossil was discovered in Late Miocene deposits of Argentina, and which must have been a huge bird, with a wingspan of 6-8 m. Indeed, A. magnificens is considered to be the largest flying bird ever to have lived. Not only was this the largest of the teratorns, but it was also the oldest (Campbell & Tonni 1983), although it was not the first species in the family to be described. That honour goes to Teratornis merriami, which was also the most abundant of the group. Teratornis was a species whose temporal range extended from the Pliocene until the Late Pleistocene. It is probably typical of the group in many ways. Merriam's Teratorn, as it has been named, was also a large bird, but only half the size of Argentavis, having a wingspan of a mere 3-4 m; if one compares this with the Andean Condor (Vultur gryphus), which can attain a span of about 3·2 m, one can begin to see the true size of these birds. Traditionally, the teratorns have been portrayed as giant versions of the Cathartidae, even sharing their scavenging habits, a perception reinforced by the shape of the skull and by discovery of over a hundred individals of T. merriami in the asphalt deposits of La Brea, a site that has produced hundreds of fossils of raptors and vultures, all thought to be attracted to the animals that became trapped there. However, instead of being scavengers, teratorns are now considered to have been active hunters, with T. merriami being a fish-eater and facultative scavenger (Hertel 1995). In the air, these birds may have soared like condors, but on the ground they were apparently more agile: in the smaller teratorns such as T. merriami, this agility may have helped them in their attempts to take off. How the giant A. magnificens took off is a matter for conjecture, but the age of the deposits in which it was found and the geographical position of the site indicate that its flight was enabled by the constant strong winds that crossed the South American plains in the Late Miocene, unhindered by the Andes, which were, at the time, undergoing upheaval. Another deduction from the age of this specimen is that teratorns probably evolved in South America, later spreading north into North America, before finally dying out at the end of the Pleistocene.

Joaquín Torres García - Mais do que Aves nos Pampas


Pintor y Maestro de arte. Nace en Montevideo en 1874. A los 17 años de edad se radica en Barcelona donde realiza su formación artística
Se destaca como uno de los principales impulsores de la vida artística e intelectual de Barcelona participando del movimiento Noucentista Catalán, basado en un retorno al clasicismo y al arraigo en la tradición mediterránea. En 1917 publica su libro El descubrimiento de Sí Mismo.

En 1920 comienza un periplo que lo llevará por Nueva York, Italia y París, donde se establece en 1928. Se relaciona con los principales exponentes de las vanguardias; junto a Seuphor y otros artistas abstractos crea el grupo y la revista Cercle el Carré. Elabora su sistema estético-filosófico; el Universalismo Constructivo , un arte construido en base a los principios de proporción, unidad y estructura.

En 1934 regresa al Uruguay con el ideal de impulsar un arte propio e inédito para el continente americano bajo los postulados de la doctrina Constructiva. Realiza una intensa labor didáctica dictando más de 500 conferencias sobre arte y estética. Reanuda la publicación de Círculo y Cuadrado, construye el Monumento Cósmico Constructivo en granito, edita varios libros, entre ellos Estructura , La Ciudad sin Nombre , La tradición del Hombre Abstracto y Universalismo Constructivo . Pinta la serie de retratos constructivos Hombres Héroes y Monstruos.

En 1942 se forma el Taller Torres García, un taller de trabajo y enseñanza colectiva, donde hace transitar a sus discípulos el camino del arte, no por la sola imitación de las formas externas, sino enfrentando los más íntimos problemas del quehacer artístico, con la consigna de que el artista es primero un hombre, y que se debe Ser para Hacer.

Es así que forja una escuela pictórica uruguaya y americana con identidad propia; La Escuela del Sur , que permanece como uno de los más consistentes movimientos artísticos del SXX.

Fallece en Montevideo el 8 de agosto de 1949.

Fonte: http://www.torresgarcia.org.uy/uc_119_1.html